Tumor de adrenal benigno ou maligno: como saber a diferença?
Dr. Eder Nisi Ilario
Dr. Eder Nisi Ilario
Urologista
Uro-Oncologia • Cirurgia Robótica
CRM 150.653 | RQE 66.503
Formado pela Faculdade de Medicina da USP, o Dr. Eder Nisi Ilario é doutor em Urologia, atuando em uro-oncologia e cirurgia robótica. Dedica-se ao diagnóstico e tratamento dos cânceres de próstata, rim, bexiga e tumores da suprarrenal, incluindo casos de alta complexidade. Sua prática é baseada em avaliação individualizada, planejamento cirúrgico criterioso e acompanhamento especializado. É coordenador do fellowship em Uro-Oncologia e Cirurgia Robótica do IDOR.
| Um nódulo na adrenal pode ter aparência totalmente benigna ou apresentar sinais que merecem investigação mais cuidadosa. Entender o que a tomografia e a ressonância mostram ajuda a diferenciar esses cenários e orientar os próximos passos. |
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Introdução
Descobrir um nódulo na adrenal durante uma tomografia ou ressonância costuma gerar uma preocupação imediata: essa lesão pode ser câncer?
Na maioria das vezes, não. Grande parte dos tumores adrenais encontrados por acaso corresponde a lesões benignas, especialmente adenomas. Ainda assim, algumas características da imagem ajudam a separar achados típicos de benignidade daqueles que precisam de investigação mais detalhada.
Essa diferenciação não depende apenas do tamanho do tumor. Na prática, analisamos em conjunto a densidade da lesão, sua homogeneidade, a presença de gordura, o comportamento após o contraste, o crescimento ao longo do tempo e outros sinais que podem aumentar ou reduzir a suspeita de malignidade.
O objetivo deste artigo é explicar o que a tomografia e a ressonância conseguem mostrar e como esses achados ajudam a classificar uma lesão adrenal como provavelmente benigna, indeterminada ou suspeita.
Principais informações sobre tumor benigno e maligno de adrenal
- A maioria dos tumores da adrenal é benigna, especialmente os adenomas encontrados por acaso.
- Lesões homogêneas com até 10 HU na tomografia sem contraste apresentam forte característica de benignidade.
- Densidade acima de 10 HU não significa câncer, mas exige melhor caracterização.
- O tamanho isoladamente não define malignidade: densidade, homogeneidade, necrose, margens e outros achados também importam.
- O comportamento após o contraste, incluindo o washout em casos selecionados, pode ajudar nas lesões indeterminadas.
- Crescimento significativo ao longo do tempo aumenta a suspeita e merece reavaliação.
- Histórico de câncer em outro órgão muda a interpretação da lesão adrenal.
- A imagem ajuda a classificar a lesão como provavelmente benigna, indeterminada ou suspeita e orientar os próximos passos.
A maioria dos tumores de adrenal é benigna?
Sim. A maior parte dos nódulos encontrados na adrenal corresponde a lesões benignas, principalmente adenomas. Muitas dessas alterações são descobertas por acaso em tomografias ou ressonâncias realizadas por outros motivos.
Ainda assim, nem toda massa adrenal é igual. Além dos adenomas, podemos encontrar mielolipomas, cistos, feocromocitomas, metástases e, mais raramente, tumores malignos originados na própria adrenal, como o carcinoma adrenocortical.
Por isso, o termo “nódulo adrenal” ou “massa adrenal” não significa câncer. O próximo passo é entender se a imagem apresenta características típicas de benignidade ou se existem achados que tornam a lesão indeterminada ou suspeita.
Como os médicos sabem se um tumor de adrenal é benigno?
Um dos exames mais importantes nessa diferenciação é a tomografia computadorizada, principalmente quando realizada de forma adequada para avaliação da adrenal. A imagem fornece informações sobre a composição da lesão e pode mostrar características que favorecem fortemente a benignidade.
Entre os primeiros pontos avaliados estão a homogeneidade e a densidade na tomografia sem contraste. Nenhuma característica deve ser interpretada isoladamente, mas alguns padrões são suficientemente típicos para permitir uma classificação bastante segura.
Homogeneidade
Um adenoma benigno costuma apresentar aspecto homogêneo, ou seja, relativamente uniforme em seu interior. Lesões heterogêneas, principalmente quando apresentam áreas de necrose, hemorragia ou componentes distintos, exigem uma avaliação mais cuidadosa.
A homogeneidade isoladamente não define o diagnóstico, mas ganha importância quando aparece associada a outras características típicas de benignidade.
Densidade em unidades Hounsfield (HU)
A densidade da lesão na tomografia sem contraste é uma das informações mais úteis na avaliação de um tumor adrenal. As unidades Hounsfield, ou HU, medem a atenuação do tecido e ajudam a identificar lesões com maior conteúdo de lipídios.
Uma lesão adrenal homogênea com 10 HU ou menos apresenta características típicas de benignidade, geralmente correspondendo a um adenoma rico em lipídios. As diretrizes europeias atuais consideram que, nesse cenário, não é necessária investigação adicional por imagem apenas para caracterizar a lesão.
O American College of Radiology (ACR) também considera a atenuação de 10 HU ou menos na tomografia sem contraste uma característica de imagem fortemente compatível com benignidade. Por isso, encontrar uma lesão homogênea com, por exemplo, 8 HU tem um significado muito diferente de identificar uma massa heterogênea com densidade elevada.
O que significa um nódulo adrenal com mais de 10 HU?
Uma densidade acima de 10 HU na tomografia sem contraste não significa câncer. Significa apenas que a lesão não apresenta a característica clássica de um adenoma rico em lipídios e, por isso, precisa ser analisada com mais cuidado.
Isso acontece porque alguns adenomas benignos são pobres em lipídios e podem apresentar valores acima de 10 HU. Existe, portanto, uma sobreposição entre lesões benignas e malignas quando observamos apenas esse número. O próprio American College of Radiology (ACR) ressalta essa limitação.
Nesses casos, a interpretação passa a depender de outras características da imagem, como homogeneidade, tamanho, comportamento após o contraste e comparação com exames anteriores. Dependendo do cenário, podem ser utilizados uma tomografia com protocolo específico para adrenal, ressonância magnética ou outros métodos de imagem.
Na prática, HU acima de 10 significa que precisamos caracterizar melhor a lesão — não que encontramos um câncer.
O que é washout da adrenal?
Alguns adenomas não apresentam baixa densidade na tomografia sem contraste e permanecem indeterminados na avaliação inicial. Nesses casos, uma das informações que pode ajudar é observar como a lesão se comporta após receber contraste, por meio do chamado washout.
Na tomografia com protocolo específico para adrenal, são obtidas imagens antes e em diferentes momentos após a administração do contraste. Muitos adenomas apresentam uma eliminação mais rápida do contraste do que outras lesões, e esse comportamento pode ajudar a caracterizar determinados nódulos.
O washout, porém, não deve ser interpretado isoladamente nem funciona como uma confirmação de benignidade. Seu resultado precisa ser analisado em conjunto com a densidade sem contraste, a homogeneidade, o tamanho e as demais características da lesão.
Tumor de adrenal maior que 4 cm é câncer?
Não. O tamanho aumenta a atenção, mas não define sozinho se uma lesão é benigna ou maligna. Esse é um dos pontos que mais geram confusão quando o paciente recebe o laudo.
De forma geral, tumores maiores apresentam maior probabilidade de malignidade, mas utilizar apenas o limite de 4 cm tem baixa especificidade. As diretrizes atuais valorizam principalmente a combinação entre tamanho e características da imagem.
Uma lesão com 4 cm ou mais, especialmente quando também é heterogênea ou apresenta densidade acima de 20 HU na tomografia sem contraste, merece avaliação mais cuidadosa por apresentar risco mais relevante de malignidade. Por outro lado, uma massa homogênea com 10 HU ou menos mantém características favoráveis à benignidade, mesmo quando é maior.
Por isso, a pergunta mais importante não é apenas “quantos centímetros o tumor tem?”, mas “como essa lesão se apresenta na imagem?”
Quais características aumentam a suspeita de malignidade?
Nenhum achado isolado confirma que um tumor adrenal seja maligno. A suspeita aumenta principalmente quando diferentes características preocupantes aparecem em conjunto na tomografia ou na ressonância.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- tamanho maior;
- densidade elevada na tomografia sem contraste;
- aspecto heterogêneo;
- áreas de necrose ou hemorragia;
- margens irregulares ou sinais de invasão das estruturas ao redor;
- crescimento significativo durante o acompanhamento;
- ausência das características típicas de um adenoma;
- histórico de câncer em outro órgão.
Quando a lesão não apresenta critérios suficientes para ser considerada claramente benigna, ela pode ser classificada como indeterminada. Isso é diferente de dizer que seja câncer: significa que são necessárias outras informações antes de definir com segurança sua natureza e definir a conduta.
O crescimento do tumor significa que ele é maligno?
Não necessariamente. Tumores benignos também podem aumentar de tamanho ao longo do tempo, por isso o crescimento isoladamente não confirma câncer. Ainda assim, a comparação com exames anteriores é uma informação importante na avaliação de uma lesão adrenal indeterminada.
Quando optamos por acompanhar uma massa que não apresenta indicação imediata de cirurgia, a tomografia sem contraste ou a ressonância pode ser repetida em 6 a 12 meses, dependendo do caso. Segundo a diretriz europeia, um crescimento superior a 20% no maior diâmetro e de pelo menos 5 mm é considerado significativo e pode levar à reavaliação da conduta.
O mais importante é não interpretar qualquer diferença de poucos milímetros entre dois exames como sinal de malignidade. É preciso considerar o intervalo entre as imagens, a técnica utilizada e, principalmente, o comportamento global da lesão.
Produzir hormônios significa que o tumor é maligno?
Não. Tumor funcionante e tumor maligno são conceitos diferentes. Uma lesão adrenal pode ser benigna na imagem e, ainda assim, produzir hormônios em excesso e precisar de tratamento por esse motivo.
A produção excessiva de aldosterona pode causar hiperaldosteronismo primário, o excesso de cortisol pode provocar alterações metabólicas e o feocromocitoma pode produzir catecolaminas. Esses diagnósticos exigem investigação específica, mas não significam, por si só, que exista câncer.
Na prática, avaliamos duas questões em paralelo: como a lesão se apresenta na imagem, para estimar o risco de malignidade, e se existe produção hormonal, para definir sua atividade funcional e a necessidade de tratamento.
Quem já teve câncer precisa de uma avaliação diferente?
Sim. O histórico de câncer em outro órgão muda significativamente a forma como interpretamos uma massa adrenal. Em uma pessoa sem antecedente de malignidade, a maioria dos nódulos encontrados por acaso é benigna. Já em pacientes com câncer conhecido ou previamente tratado, também precisamos considerar a possibilidade de que a lesão represente uma metástase.
A adrenal recebe grande fluxo sanguíneo e pode ser acometida por diferentes tumores de outras regiões. Entre os tumores sólidos que mais frequentemente podem apresentar metástases adrenais estão:
- câncer de pulmão;
- câncer de rim;
- câncer de mama;
- câncer colorretal;
- melanoma.
Isso não significa que todo nódulo adrenal encontrado em um paciente com câncer seja uma metástase. Adenomas benignos continuam sendo frequentes mesmo nesse grupo. O contexto da doença original também importa. Avaliamos qual era o tipo de câncer inicial, seu estágio, quanto tempo passou desde o tratamento, se existem outros focos suspeitos e se o aparecimento da lesão adrenal é compatível com o comportamento daquele tumor.
Quando a tomografia ou a ressonância não esclarecem suficientemente o diagnóstico, exames como o PET-CT com FDG podem ajudar. Uma captação elevada aumenta a suspeita de tecido tumoral metabolicamente ativo, mas o resultado também precisa ser interpretado junto com as demais informações clínicas e de imagem.
Portanto, o antecedente de câncer aumenta a suspeita, mas não estabelece o diagnóstico de metástase. É a combinação entre a história oncológica e as características da lesão que orienta se podemos considerá-la benigna, se precisamos investigar melhor ou se existe forte suspeita de doença metastática.
Quem tem tumor na adrenal precisa fazer biópsia?
Na maioria das vezes, não. Diferente do que ocorre em muitos outros tumores, a avaliação inicial de uma massa adrenal é baseada principalmente nas características da imagem e na investigação hormonal. A biópsia tem indicações específicas e não é utilizada rotineiramente para diferenciar um adenoma benigno de um carcinoma adrenocortical.
Isso acontece porque a punção por agulha não consegue diferenciar adenoma de carcinoma adrenocortical com segurança. Quando existe suspeita de um carcinoma adrenocortical localizado e potencialmente operável, a biópsia geralmente também não é necessária antes da cirurgia.
A biópsia pode ter maior utilidade em situações selecionadas, principalmente quando o paciente possui câncer conhecido em outro órgão e existe dúvida se a lesão adrenal representa uma metástase. Mesmo nesses casos, ela só deve ser considerada quando:
- a lesão não apresenta características conclusivas de benignidade nos exames;
- o resultado da biópsia realmente pode mudar o tratamento;
- a lesão não apresenta produção hormonal, especialmente após excluir feocromocitoma.
Esse último cuidado é fundamental. Realizar uma biópsia em um feocromocitoma não diagnosticado pode desencadear liberação intensa de catecolaminas e provocar complicações potencialmente graves.
A imagem ajuda a definir quando acompanhar ou tratar?
Sim. Depois de caracterizar a lesão, os achados da tomografia ou da ressonância ajudam a definir se o tumor apresenta características tranquilizadoras ou se necessita de investigação adicional. Lesões claramente benignas muitas vezes não precisam de novos exames de imagem, enquanto massas indeterminadas podem exigir acompanhamento ou exames complementares.
Quando existem características suspeitas de malignidade, crescimento significativo ou produção hormonal relevante, a possibilidade de tratamento cirúrgico passa a ser considerada. A decisão de operar, porém, não depende de um único achado, mas da combinação entre imagem, atividade hormonal, evolução da lesão e contexto clínico.
Para entender em detalhes quando um tumor da suprarrenal pode ser acompanhado e quando existe indicação de cirurgia, acesse nossa página completa sobre tumores da suprarrenal (link interno).
Como interpretamos um laudo de nódulo na adrenal na prática?
Na prática, não interpretamos apenas o tamanho descrito no laudo. Organizamos a avaliação em etapas para entender como a lesão se apresenta na imagem, se existe produção hormonal e se há algum sinal que aumente a suspeita de malignidade.
Passo 1: Caracterizamos a lesão pela imagem
Primeiro, avaliamos a tomografia ou a ressonância em detalhes. Observamos principalmente densidade na tomografia sem contraste, homogeneidade, presença de gordura, margens, tamanho e comportamento após o contraste.
Uma lesão homogênea com 10 HU ou menos apresenta características fortemente favoráveis à benignidade. Quando esse padrão não está presente, outros elementos da imagem ajudam a definir se o nódulo permanece indeterminado ou apresenta sinais de maior suspeita.
Passo 2: Avaliamos se existe produção hormonal
A aparência da imagem não informa, sozinha, se a adrenal está produzindo hormônios em excesso. Por isso, a investigação também inclui avaliação hormonal direcionada, principalmente para produção autônoma de cortisol, feocromocitoma e, nos pacientes com hipertensão ou hipocalemia, hiperaldosteronismo primário.
Esse passo é importante porque um tumor pode ter aparência benigna e ainda assim ser funcionante, o que pode modificar a indicação de tratamento.
Passo 3: Integramos imagem, hormônios e comportamento da lesão
Por fim, reunimos todas as informações. Consideramos se existem heterogeneidade, necrose, margens irregulares, crescimento significativo, histórico de câncer em outro órgão ou outros sinais suspeitos, além do resultado da investigação hormonal.
É essa análise integrada que permite classificar a lesão como provavelmente benigna, indeterminada ou suspeita e definir se o paciente pode ser tranquilizado, precisa de investigação complementar ou deve discutir tratamento.
Considerações finais
A maioria dos tumores da adrenal é benigna, e em muitos casos a própria imagem permite reconhecer características bastante tranquilizadoras. O ponto central é evitar conclusões baseadas apenas no tamanho ou em um único número do laudo: densidade, homogeneidade, presença de gordura, comportamento após o contraste e evolução ao longo do tempo precisam ser analisados em conjunto.
Quando a lesão não apresenta um padrão típico de benignidade, isso não significa automaticamente câncer. Muitas massas permanecem indeterminadas e precisam apenas de melhor caracterização com exames adequados, comparação com imagens anteriores e interpretação dentro do contexto clínico. A avaliação hormonal também faz parte desse processo, porque atividade funcional e malignidade são questões diferentes.
Na prática, o objetivo é separar com segurança três cenários: lesões provavelmente benignas, lesões que exigem investigação complementar e tumores com sinais que aumentam a suspeita de malignidade. Essa classificação permite evitar tanto exames e cirurgias desnecessárias quanto atrasos na investigação de casos que realmente precisam de uma abordagem mais cuidadosa.
Referências científicas
- Fassnacht M, Tsagarakis S, Terzolo M, et al. European Society of Endocrinology Clinical Practice Guidelines on the management of adrenal incidentalomas, in collaboration with the European Network for the Study of Adrenal Tumors. European Journal of Endocrinology. 2023;189:G1–G42.
- Mayo-Smith WW, et al. Management of Incidental Adrenal Masses: A White Paper of the ACR Incidental Findings Committee. Journal of the American College of Radiology. 2017;14(8):1038-1044.
- Mody RN, et al.
ACR Appropriateness Criteria®: Adrenal Mass Evaluation. American College of Radiology
Perguntas frequentes sobre tumores benignos e malignos de adrenal
Um adenoma de adrenal pode virar câncer?
Os adenomas de adrenais são tumores benignos. Quando uma lesão apresenta características típicas de adenoma nos exames, sua conduta é definida de acordo com essas características e com a avaliação hormonal. Uma massa inicialmente indeterminada, entretanto, pode precisar de investigação adicional para que o diagnóstico seja estabelecido com segurança.
Um tumor de adrenal pequeno pode ser maligno?
Pode, embora lesões pequenas apresentem, em geral, menor probabilidade de malignidade. Por isso, o tamanho não deve ser utilizado isoladamente. Densidade, homogeneidade, crescimento, histórico clínico e outras características da imagem também são consideradas.
O que significa “lesão de adrenal indeterminada” no laudo?
Significa que a imagem inicial não apresentou características suficientes para classificar a massa com segurança como uma lesão tipicamente benigna. Isso não significa que seja câncer. Dependendo do caso, pode ser necessária uma tomografia específica, ressonância ou acompanhamento por imagem.
Nódulo na adrenal de 4 cm é perigoso?
O tamanho de 4 cm, isoladamente, não define malignidade. Lesões ≥4 cm associadas a características como heterogeneidade ou densidade elevada merecem maior investigação. Já uma lesão homogênea e com ≤10 HU na tomografia sem contraste possui características de benignidade mesmo quando é maior.
Quem tem tumor na adrenal precisa fazer biópsia?
Na maioria das vezes, não. A avaliação inicial é baseada principalmente em imagem e investigação hormonal. A biópsia possui indicações específicas e não é um exame rotineiro para diferenciar adenoma adrenal de carcinoma. Antes de qualquer biópsia, é especialmente importante excluir feocromocitoma.
Texto elaborado pelo Dr. Eder Nisi Ilario, CRM-SP 150.653, RQE 66.503, urologista especializado em uro-oncologia e cirurgia robótica, formado e doutor em Urologia pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Revisto em setembro de 2026.
Este conteúdo tem caráter informativo e educativo. Não substitui a avaliação médica individual.




