Nefrectomia parcial ou radical: como é tomada a decisão?
Dr. Eder Nisi Ilario
Dr. Eder Nisi Ilario
Urologista
Uro-Oncologia • Cirurgia Robótica
CRM 150.653 | RQE 66.503
Formado pela Faculdade de Medicina da USP, o Dr. Eder Nisi Ilario é doutor em Urologia, atuando em uro-oncologia e cirurgia robótica. Dedica-se ao diagnóstico e tratamento dos cânceres de próstata, rim, bexiga e tumores da suprarrenal, incluindo casos de alta complexidade. Sua prática é baseada em avaliação individualizada, planejamento cirúrgico criterioso e acompanhamento especializado. É coordenador do fellowship em Uro-Oncologia e Cirurgia Robótica do IDOR.
| Sempre que possível, o objetivo da cirurgia é retirar o tumor preservando o máximo de rim saudável. A escolha entre nefrectomia parcial e radical, porém, não depende apenas do tamanho da lesão: localização, profundidade, relação com vasos, função renal e segurança oncológica também precisam ser consideradas. |
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Introdução
Quando a bexiga precisa ser retirada, é necessário criar uma nova forma para eliminar a urina produzida pelos rins. Uma das técnicas mais utilizadas é o Bricker, também chamado de conduto ileal, no qual um pequeno segmento do intestino é conectado aos ureteres e levado até a pele, formando uma urostomia.
Diferentemente de uma nova bexiga, esse segmento intestinal não armazena a urina. Ela é eliminada continuamente pelo estoma e coletada em uma bolsa aderida ao abdome. Por isso, uma das maiores dúvidas antes da cirurgia não é apenas como o procedimento é realizado, mas como será viver com o estoma no dia a dia.
A adaptação exige aprendizado, especialmente nos primeiros meses. Com orientação adequada sobre a bolsa, cuidados com a pele e acompanhamento especializado, muitos pacientes retomam trabalho, atividades físicas, viagens e sua rotina habitual após a recuperação.
Principais informações sobre cirurgia de Bricker
- O Bricker é uma derivação urinária utilizada frequentemente após a retirada da bexiga.
- Um pequeno segmento do intestino delgado é utilizado para conduzir a urina dos ureteres até o abdome.
- A abertura formada na pele é chamada de estoma ou urostomia.
- A urina sai continuamente pelo estoma e é armazenada em uma bolsa coletora externa.
- O conduto ileal não funciona como uma nova bexiga e não permite controlar voluntariamente a saída da urina.
- A presença de muco na urina pode ser normal, porque o conduto continua sendo formado por tecido intestinal.
- Cuidados com a bolsa, o estoma e a pele ao redor fazem parte da adaptação após a cirurgia.
- Depois da recuperação, muitos pacientes conseguem retomar trabalho, exercícios, viagens e outras atividades habituais.
O que é a cirurgia de Bricker e como ela funciona?
A cirurgia de Bricker, também chamada de conduto ileal, é uma forma de derivação urinária utilizada para criar um novo caminho para a saída da urina quando a bexiga foi retirada. Os rins continuam produzindo urina normalmente; o que muda é apenas o percurso que ela faz até sair do corpo.
Durante a cirurgia, um pequeno segmento do íleo, parte do intestino delgado, é separado e utilizado como um conduto. Os ureteres, que levam a urina dos rins, são conectados a esse segmento, enquanto uma de suas extremidades é exteriorizada na parede abdominal, formando o estoma ou urostomia.
Esse segmento intestinal não funciona como uma nova bexiga e não armazena urina. Como não existe um mecanismo voluntário para controlar sua saída, a urina drena continuamente pelo estoma e é armazenada em uma bolsa coletora aderida à pele. Essa é a principal diferença entre o Bricker e as derivações que criam um reservatório urinário interno, como neobexiga.
Quando o Bricker é utilizado após a retirada da bexiga?
O Bricker é uma das formas mais utilizadas de derivação urinária após a cistectomia radical, cirurgia em que a bexiga é removida. Nessa situação, é necessário criar um novo caminho para que a urina produzida pelos rins possa ser eliminada do organismo.
O conduto ileal é uma das possibilidades disponíveis, mas não é automaticamente a melhor opção para todos os pacientes. A escolha depende das características da doença, das condições clínicas, da função renal, da anatomia e das condições individuais do paciente.
Quando essa técnica é indicada, o objetivo é oferecer uma forma segura, contínua e confiável de drenagem urinária, com uma adaptação que possa ser incorporada à rotina do paciente após a recuperação.
Como é feita a cirurgia de Bricker?
A cirurgia pode ser entendida em quatro etapas principais.
Passo 1: Separação de um segmento do intestino
O cirurgião seleciona um pequeno segmento do íleo, parte do intestino delgado, que será utilizado para conduzir a urina. O restante do intestino é reconectado para que o trânsito intestinal continue funcionando.
Passo 2: Conexão dos ureteres
Os ureteres, responsáveis por levar a urina dos rins, são conectados ao segmento intestinal separado. A partir daí, a urina passa a ser direcionada para o conduto ileal.
Passo 3: Criação do estoma
Uma das extremidades do conduto é levada até a parede abdominal e exteriorizada pela pele, formando o estoma ou urostomia.
Passo 4: Drenagem para a bolsa coletora
Como o conduto não funciona como reservatório, a urina sai continuamente pelo estoma. Uma bolsa coletora própria para urostomia permanece aderida à pele para armazenar essa urina.
Bricker, urostomia e bolsa coletora: qual é a diferença?
Esses termos costumam aparecer juntos, mas não significam exatamente a mesma coisa. O Bricker é a técnica cirúrgica de derivação urinária. A urostomia é a abertura criada no abdômen para a saída da urina, e a bolsa coletora é o dispositivo externo que armazena essa urina.
O que é o Bricker?
É o conduto ileal construído com um pequeno segmento do intestino, ao qual os ureteres são conectados. Esse conduto cria um novo caminho para a urina após a retirada da bexiga.
O que é a urostomia?
É o estoma localizado na parede abdominal, formado pela exteriorização de uma das extremidades do conduto. Como não possui esfíncter, não é possível controlar voluntariamente o momento em que a urina sai.
O que é a bolsa coletora?
É o sistema aderido à pele ao redor do estoma que recebe continuamente a urina. A bolsa pode ser esvaziada ao longo do dia sem precisar ser retirada a cada vez, e sua troca faz parte dos cuidados de rotina com a urostomia.
Bricker e neobexiga são a mesma coisa?
Não. Embora ambos sejam utilizados para permitir a eliminação da urina após a retirada da bexiga, eles funcionam de maneira diferente.
No Bricker, um segmento do intestino funciona como um conduto. A urina sai continuamente por um estoma no abdômen e é armazenada em uma bolsa coletora externa.
Na neobexiga, um segmento intestinal é reconstruído para formar um reservatório interno conectado à uretra, quando isso é tecnicamente e oncologicamente possível. A urina permanece armazenada nesse reservatório até o momento da eliminação.
São, portanto, soluções diferentes para o mesmo problema: criar uma nova forma de drenagem urinária após a retirada da bexiga. A escolha entre elas depende de critérios específicos que devem ser avaliados individualmente.
Como é a recuperação após a cirurgia de Bricker?
O Bricker geralmente é realizado junto com a cistectomia radical, uma cirurgia de grande porte. Por isso, a recuperação inicial envolve não apenas a adaptação à derivação urinária, mas também a recuperação abdominal e intestinal após o procedimento.
Nos primeiros dias, a equipe acompanha principalmente o retorno do funcionamento intestinal, controle da dor, cicatrização, função dos rins, drenagem da urina e aspecto do estoma. Alimentação e mobilização são retomadas progressivamente conforme a evolução clínica.
Ao mesmo tempo, começa o aprendizado dos cuidados com a urostomia. O paciente e a família recebem orientações sobre esvaziamento e troca da bolsa, higiene e proteção da pele ao redor do estoma. O acompanhamento por enfermagem especializada em estomaterapia costuma ser especialmente importante nessa fase.
O tempo de internação e o ritmo de recuperação variam conforme a extensão da cirurgia, as condições clínicas e a evolução de cada paciente. A adaptação ao estoma continua depois da alta e tende a se tornar progressivamente mais simples com prática e orientação adequada.
Como é o estoma do Bricker?
O estoma é formado com tecido intestinal e, após a cicatrização, costuma apresentar coloração rosada ou avermelhada, aspecto úmido e formato discretamente elevado em relação à pele. Como não possui esfíncter, a saída da urina acontece de forma contínua e não pode ser controlada voluntariamente.
Outro achado que pode surpreender é a presença de muco na urina. Isso ocorre porque o segmento utilizado para formar o conduto continua sendo tecido intestinal e mantém sua capacidade natural de produzir muco. Em pequenas quantidades, esse achado pode fazer parte do funcionamento esperado da derivação.
Como funciona a bolsa de urostomia?
A bolsa de urostomia fica aderida à pele ao redor do estoma e recebe continuamente a urina. Ela possui uma saída própria para esvaziamento, permitindo retirar a urina ao longo do dia sem remover todo o sistema a cada vez.
Com o tempo, o paciente aprende a observar o aspecto do estoma, esvaziar e trocar a bolsa, proteger a pele ao redor e identificar vazamentos ou alterações que mereçam avaliação. Esse aprendizado costuma tornar o cuidado progressivamente mais simples e previsível.
Quais cuidados são necessários com o estoma e a pele?
Os principais cuidados estão relacionados à higiene, adaptação correta da bolsa e proteção da pele ao redor do estoma. Como a urina permanece em contato contínuo com o sistema coletor, uma vedação adequada ajuda a evitar vazamentos e irritações cutâneas.
Durante a adaptação, o paciente aprende a esvaziar e trocar a bolsa, limpar a região, observar o estoma e identificar alterações na pele. A placa deve ficar bem ajustada ao redor do estoma, sem comprimi-lo, mas também sem deixar espaço excessivo para contato da urina com a pele.
Pequenas mudanças no tamanho e formato do estoma podem ocorrer principalmente nas primeiras semanas após a cirurgia. Por isso, o acompanhamento com enfermagem especializada em estomaterapia é especialmente importante nesse período para ajustar o equipamento e orientar os cuidados de forma individualizada.
Vermelhidão persistente, dor na pele, sangramento importante, vazamentos frequentes, retração do estoma ou dificuldade de drenagem da urina são sinais que merecem avaliação da equipe responsável.
Como é a vida depois do Bricker?
A presença de uma urostomia representa uma mudança importante na rotina, principalmente nas primeiras semanas. O paciente precisa se adaptar ao uso contínuo da bolsa, aprender a esvaziá-la, trocar o sistema coletor e incorporar os cuidados com o estoma ao dia a dia.
Depois da recuperação, muitas pessoas conseguem retomar trabalho, caminhadas, exercícios, atividades sociais e viagens. Com o tempo, os cuidados com a bolsa tendem a se tornar mais simples e previsíveis, especialmente quando há orientação adequada e acompanhamento especializado.
É possível tomar banho normalmente?
Sim. Depois da cicatrização e conforme a orientação da equipe, o banho pode ser realizado normalmente. O paciente aprende como higienizar o estoma e a pele ao redor e como manejar o sistema coletor de forma segura.
Após a recuperação, atividades como piscina ou mar também podem ser retomadas, desde que o equipamento esteja bem ajustado e a pele ao redor do estoma esteja saudável.
É possível viajar com uma urostomia?
Sim. A urostomia não impede viagens. O principal é se organizar com antecedência e levar quantidade suficiente de bolsas e materiais de cuidado, incluindo unidades extras para imprevistos.
Em viagens mais longas, é útil manter os materiais sempre acessíveis e planejar previamente as trocas. Com esse preparo, viajar costuma ser perfeitamente compatível com a rotina de quem vive com Bricker.
Quais problemas ou complicações podem ocorrer após o Bricker?
Como qualquer derivação urinária, o Bricker pode apresentar complicações precoces ou tardias. A maioria pode ser identificada e tratada durante o acompanhamento, mas é importante reconhecer alterações que merecem avaliação.
Entre os problemas possíveis estão:
- infecções urinárias;
- irritação da pele ao redor do estoma;
- estreitamento do estoma;
- hérnia ao redor da urostomia;
- dificuldade na drenagem da urina (hidronefrose);
- estreitamento no ponto em que os ureteres são conectados ao segmento intestinal;
- alteração da função renal;
- distúrbio metabólico (acidose metabólica hiperclorêmica)
No longo prazo, também acompanhamos função renal, formação de cálculos e alterações metabólicas relacionadas ao contato da urina com o intestino, incluindo a possibilidade de acidose metabólica. Por isso, o seguimento continua sendo importante mesmo depois que o paciente já está bem adaptado à bolsa.
O paciente continua urinando pela uretra?
Após a cistectomia radical com Bricker, a urina produzida pelos rins deixa de seguir pela uretra. Os ureteres são conectados ao conduto ileal, e a urina passa a ser eliminada continuamente pelo estoma para a bolsa coletora.
A uretra pode ser preservada ou retirada dependendo das características da cirurgia e do contexto oncológico, mas isso não muda a via de drenagem urinária criada pelo Bricker.
Em situações específicas, pode ocorrer pequena saída de secreção ou muco pela uretra preservada, mas isso não corresponde à urina produzida pelos rins.
A cirurgia de Bricker pode ser realizada por via robótica?
Sim. A cistectomia radical e a reconstrução com conduto ileal podem ser realizadas por cirurgia robótica em pacientes adequadamente selecionados. Na abordagem robótica, a retirada da bexiga é feita por técnica minimamente invasiva e o Bricker pode ser construído dentro do abdome ou por uma pequena incisão, dependendo da estratégia da equipe.
As diretrizes da European Association of Urology (EAU) consideram tanto a cirurgia aberta quanto a robótica opções válidas para a cistectomia radical. Os estudos mostram resultados semelhantes em complicações nos primeiros 90 dias, margens cirúrgicas, controle oncológico em médio prazo e qualidade de vida. A cirurgia robótica costuma apresentar menor sangramento, embora geralmente tenha maior tempo operatório.
A diretriz da American Urological Association (AUA) chega a uma conclusão semelhante: a cirurgia robótica está associada a menor perda sanguínea, mas não demonstrou vantagem consistente em complicações, internação, readmissão ou qualidade de vida em relação à cirurgia aberta. Por isso, mais importante do que escolher a técnica apenas pela tecnologia é realizar o procedimento em uma equipe com experiência em cistectomia e reconstrução urinária.
Considerações finais
O Bricker é uma derivação urinária consolidada, utilizada principalmente após a retirada da bexiga para criar um caminho seguro e contínuo para a eliminação da urina. Embora envolva uma mudança importante na rotina, entender previamente como funcionam o estoma, a bolsa e os cuidados diários ajuda a tornar a adaptação mais previsível.
Nos primeiros meses, o aprendizado com a urostomia costuma ser a parte mais marcante da recuperação. Com orientação adequada, acompanhamento médico e apoio de enfermagem especializada, muitos pacientes retomam trabalho, viagens, exercícios e atividades sociais, incorporando progressivamente os cuidados com a bolsa ao cotidiano.
O acompanhamento deve continuar mesmo depois da adaptação, tanto para o controle da doença que levou à cistectomia quanto para avaliar a função dos rins, a drenagem urinária, o estoma e possíveis complicações tardias. O objetivo é manter uma derivação funcionando adequadamente e preservar a qualidade de vida no longo prazo.
Referências científicas
- European Association of Urology (EAU). EAU Guidelines on Renal Cell Carcinoma. Edição 2026.
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- Huang WC, Levey AS, Serio AM, et al.
Chronic kidney disease after nephrectomy in patients with renal cortical tumours: a retrospective cohort study. Lancet Oncol. 2006;7(9):735-740. doi:10.1016/S1470-2045(06)70803-8.
Perguntas frequentes sobre nefrectomia parcial e radical
Tumor de 4 cm no rim precisa retirar o rim inteiro?
Na maioria dos casos, não. Tumores de até 4 cm costumam ser excelentes candidatos à nefrectomia parcial quando a cirurgia é necessária. Ainda assim, a decisão depende da localização, profundidade e relação do tumor com vasos e sistema coletor. Lesões pequenas, mas muito centrais ou complexas, podem exigir uma avaliação cirúrgica mais cuidadosa.
Tumor maior que 7 cm sempre precisa retirar o rim?
Não necessariamente. Acima de 7 cm, a nefrectomia radical passa a ser mais frequente, mas alguns tumores maiores ainda podem permitir preservação renal em pacientes selecionados. Essa possibilidade é particularmente importante diante de rim único, doença renal crônica ou tumores bilaterais. A decisão depende principalmente da anatomia do tumor e da segurança da cirurgia parcial.
A nefrectomia parcial tem a mesma chance de cura que a radical?
Nos tumores renais T1 adequadamente selecionados, a nefrectomia parcial oferece controle oncológico comparável ao da nefrectomia radical, com a vantagem de preservar uma quantidade maior de tecido renal saudável. Por isso, retirar todo o rim não aumenta necessariamente a chance de cura quando o tumor pode ser removido completamente por uma cirurgia parcial bem indicada.
Deixar parte do rim aumenta o risco de o câncer voltar?
Quando a nefrectomia parcial é corretamente indicada e o tumor é removido por completo, preservar o restante do rim não significa deixar câncer para trás. A cirurgia é planejada para obter controle oncológico adequado. O risco de recorrência depende principalmente das características biológicas e do estágio do tumor, e não simplesmente da quantidade de rim preservada.
Uma nefrectomia parcial pode precisar ser convertida para radical durante a cirurgia?
Pode, embora isso não seja o esperado na maioria dos casos bem planejados. Durante a cirurgia, podem surgir situações não totalmente previsíveis nos exames, como dificuldade para remover o tumor com segurança, sangramento importante ou impossibilidade de preservar tecido renal funcional suficiente. Nessas circunstâncias, retirar o rim inteiro pode ser necessário para garantir segurança e controle adequado do tumor.
É possível viver normalmente com apenas um rim?
Sim. Muitas pessoas vivem normalmente com apenas um rim e mantêm função renal suficiente ao longo da vida. Ainda assim, quando existe a possibilidade de preservar parte do rim acometido com segurança, isso é desejável porque mantém uma reserva maior de função renal, especialmente importante em pacientes com hipertensão, diabetes, doença renal ou outros fatores de risco.
Texto elaborado pelo Dr. Eder Nisi Ilario, CRM-SP 150.653, RQE 66.503, urologista especializado em uro-oncologia e cirurgia robótica, formado e doutor em Urologia pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Revisto em setembro de 2026.
Este conteúdo tem caráter informativo e educativo. Não substitui a avaliação médica individual.




